sábado, 20 de maio de 2017

Brigitte, a mulher que seduz e perturba a imprensa internacional.



Emmanuel Macron é o presidente eleito da França. Venceu Marine Le Pen, a mais dura candidata da direita francesa. Ocorre que mais de 60% dos artigos e comentários não se ocuparam em discutir a meteórica carreira politica do presidente eleito, nem tão pouco como irá conduzir o futuro da França, mas sim, de um assunto que só diz respeito a Macron e sua esposa, Brigitte Trogneaux: A diferença de idade entre eles. Preocupação eterna do raciocínio pobre, principalmente em uma sociedade machista, onde as escolhas e a privacidade da vida pessoal sempre se convertem em motivo de fuxicos e maledicências. E fiel à tradição, o julgamento é amplificado porque é, neste caso, de um casal no qual, ela, é duas décadas mais velha que ele.

E nesse mundo midiático, banalidades e barbaridades não têm fronteiras. Comentários maldosos surgiram de todos os cantos do planeta, tanto que a revista Elle publicou: "Esta assustadora anomalia social, de um homem mais jovem casar-se com uma mulher mais velha, acontece por milênios. Mas o oposto parece excitar toda a terra", dizem eles. E é verdade. Ninguém fica chocado que Donald Trump tenha os mesmos 24 anos de diferença com sua esposa, Melania, e no entanto os ataques continuam contra Brigitte.

Mas gostem ou não, Brigitte Macron está na vida do marido desde que ele tinha 15 anos: primeiro como professora, depois como companheira e agora como a sua primeira-dama. E ela vai estar ao lado do marido quando ele assumir o cargo como o segundo presidente mais jovem da história da França, desde a eleição em 1848 de Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão, aos 40 anos.

Elegante e esbelta Brigitte Macron, de 64 anos será a colaboradora mais próxima do seu marido. E ela tem o crédito de ter influenciado a visão do marido sobre mulheres na política – e Macron prometeu que metade dos candidatos concorrendo pelo seu partido nas eleições da Assembleia Nacional, em junho, será de mulheres.

E o novo presidente quer formalizar o papel da primeira dama. Em uma entrevista à revista Vanity Fair, ele disse: "Se eu for eleito - não, desculpe, quando nós formos eleitos - ela vai estar lá, com um papel e um lugar para ocupar".

Adorei esse cara!





domingo, 14 de maio de 2017

Dia das mães - também um dia de saudades!



Dentro de uma gama variada de sentimentos, há um tão profundo, interno e desconcertante chamado saudade. Uma ferramenta da alma que, desejável ou não, tem a função de nos aproximar das pessoas ausentes, pois é na saudade que revisitamos o outro que se foi.

Saudade é a verificação da permanência do outro em nós. É um reencontro com o passado. Uma retificação da memória.  Um situar-se no meio do que foi e não é mais. É o que deixou de existir.

Saudade é medida do tempo. É o tempo mais circular que retilíneo. É o passado vivo no presente. Um sentimento de significados múltiplos, individual e intimista.

Saudade é o que tenho sentido ao longo dos últimos dez meses. Uma sensação de que, o que se perde, não desaparece. E nesse sentido se estabelece essa relação estrutural-temporal em que percebo a construção de diferentes tempos.  

Os tempos de memórias, cujas bases são, de um lado, a dimensão afetiva, sobretudo, a saudade e, de outro, os rituais, ou seja, as datas comemorativas, como hoje, o dia das mães. E o primeiro sem você.

E essa ligação, esse vínculo mãe e filha serão continuados e reafirmados pela memória, pela saudade e pelo amor, pois enquanto existir memória e saudade você seguirá viva em meu coração. 



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Home - Um lugar para chamar de meu...



Existe um lugar chamado lar. 
Um lugar situado ou situável
 em algum lugar do mundo físico ou imaginário. 
Um lugar de identificações 
onde somos capazes de nos proteger da intromissão do estranho
 e do indesejado. 
O lugar onde encontramos a paz e o conforto, 
tenham eles a cara que tiver.




domingo, 7 de maio de 2017

Fotografia - Imobilidade viva!





“A poesia é algo que entra pelos olhos e não pelos ouvidos”. Octavio Paz, autor mexicano.

Na literatura as palavras se convertem em imagens permeando o nosso imaginário. Já na fotografia, imagens e aparências construídas se convertem nas palavras capazes de expressar a instantaneidade e o silêncio do momento.

Numa fração de segundos a vida pode ser absorvida em suas diversas nuances, ângulos e perspectivas. E num piscar de olhos a ilusão da captura é feita.

Fotografia e literatura mostram universos íntimos e exteriores, objetivos e subjetivos. A capacidade poética e pulsante presente na incessante busca do homem, por viver bons momentos e fisgá-los através da riqueza de detalhes de uma imagem e palavras. 

Mas nem sempre a fotografia pode exibir e exprimir aquilo que se espera, pois cada um vê de forma singular o objeto retratado.  

Eu amo fotografia! E você?