quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Precisa mesmo dizer isso?

                                                        

A capacidade argumentativa das pessoas não deixa de me surpreender. Direito consagrado, o uso das faculdades intelectuais do homem para convencer o seu semelhante é uma poderosa arma que, como todas as outras podem ser usadas para o bem e para o mal, pois somos capazes de fundamentar ideias absurdas pelo simples fato de fazer prevalecer aquilo que pensamos e acreditamos como correto.

Sendo assim, apesar de ser uma defensora da liberdade de expressão, confesso que alguns argumentos me assustam, porque fica óbvio a total falta de informação por parte de quem passa e de quem recebe a mensagem. Ou seja, o sujeito não se informa, diz tolices e é aplaudido.

E a internet e as redes sociais são terrenos férteis para propagação dessa praga. Na rede aparentemente as pessoas sentem-se mais confortáveis com a própria ignorância. Sobretudo quando ela rende reações positivas dos leitores, o que cria nessas pessoas a falsa sensação de que o que pensam seja realmente a verdade. Um ato muitas vezes inconsequente, já que toda e qualquer opinião pessoal, onde não haja o mínimo de reflexão ou informação crítica sobre o que se diga pode tornar-se um perigo, pois todos querem ter razão e poucos são os que realmente se interessam em nortear o crescimento alheio.

Vejo isso diariamente. Principalmente quando o assunto é política, cultura e sociedade. Aí a coisa é ainda mais feia. Destila-se veneno, ódio e preconceito de maneira instantânea. Atiram para todos os lados em tom inflamado, fazendo provocações e afirmações polêmicas que geram ainda mais intolerância e radicalismo. E isso é avesso ao debate. 

Certa vez li alguém afirmar que a internet é uma escola de ódio. E acho que entendo o que essa pessoa quis dizer. As redes sociais tornaram-se uma ferramenta de busca por iguais, que simplesmente rejeita os diferentes.


Pense nisso...











sábado, 26 de novembro de 2016

Arrepio:Evidência de que ainda há algo vivo em nós...


                                                            

Arrepio: Evidência de que ainda há algo vivo em nós. Experiência de energia fluindo. Prazer e leveza. O horizonte aberto, espaço para ação, lucidez e a criação de sentido. Energia que define felicidade ou sofrimento, não importa em qual experiência aconteça.

Portanto, ao tratarmos a oscilação emocional tão comum a todos nós como um simples objeto passivo, como poderemos cultivar autonomia de energia para aguentar todos os percalços?
A resposta é colocando nosso bem-estar em primeiro lugar, sempre! E para isso precisamos mirar positivamente para os cenários e configurações da vida. Respirar com tranquilidade. Cultivar a certeza de que não precisamos de nenhum comando extra para que nosso coração pulse sozinho, pois não necessitamos que nossa energia seja vinculada a qualquer outra pessoa, coisa e assim por diante.
Manter o brilho no olhar sem que necessitemos nenhuma visão especial para que isso aconteça. Deixar de lado a necessidade irritante e urgente de querer consertar e ressuscitar o que morre a cada dia pois, como bem diz Caetano "tudo é uma questão de manter, a espinha ereta, a mente quieta, e um coração tranquilo". Ou seja, é preciso desentortar o corpo, liberar a mente das condições que nos intoxicam e asfixiam e operar com coerência e leveza sob as condições existentes. 
O importante é reencontrar e reconhecer as delicias de se estar vivo. Porque nós somos vida. Nós somos energia.


Pense nisso....









quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E aí, como foi seu ano?


                                                         

Final de ano se aproximando e sempre surge alguém com aquela pergunta inevitável: "E aí, como foi seu ano?" É nesse momento que dou um sorriso, suspiro e digo: "Apesar de tudo, foi bom”.
Mas a verdade é que algumas vezes fica difícil continuar. Afinal, por onde começar quando o sentimento de jamais ser compreendida me invade e deixa claro o quanto essa tarefa pode tornar-se difícil. Não digo com relação a organizar os fatos em minha mente, mas sim em expressá-los, traduzi-los em palavras, pois por mais que eu me esforce, ainda assim algumas pessoas não entenderão o significado do que tem sido esse ano para mim.

Nas inúmeras definições que encontramos sobre a felicidade, uma diz que para sermos felizes requer que façamos um exercício diário, o que acredito e prático, porém penso que a felicidade surja com toda sua magnitude quando não estamos obcecados a sua procura. E muitos momentos felizes de minha vida se fizeram assim, simplesmente no acaso.

E foi assim, de uma forma surpreendente que o acaso abriu-me a porta e disse: "Ei Denise, acorde, porque o coelho já passou".
E então o que era felicidade deu lugar a tristeza. E foi quando me vi no olho do furacão, e chorei. Chorei tudo o que não tinha chorado nos últimos tempos. Chorei para arrumar as gavetas do passado e abrir lugar para o futuro, guardando cuidadosamente cada memória no seu devido lugar. 

E o que fica, o que ajuda a manter a tal felicidade é a sabedoria em zelar por cada momento vivido, sem ficar triste quando algo chegue ao fim, mas sim em gratidão, por tudo o que se há vivido.





terça-feira, 22 de novembro de 2016

Quatro meses sem você...






Hoje, quatro meses que você nos deixou 
E assim vamos 
levando conosco a saudade 
esse sentimento de querer trazer para o presente
o que já não está mais 
Mas os ventos 
quando nos tiram algo que amamos 
são os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar  
E assim é a vida e seus ciclos
ora nos dando 
ora tirando 
Saudade mama, 
muita! 
Mas vamos aprendendo a acomodar