quinta-feira, 26 de maio de 2016

Reparação ou culpa?


               


Por que muitas vezes somos atormentados pela tarefa de reparar o objeto desejado?

Hoje assisti novamente o filme “Desejo e Reparação”, de Joe Wright, uma adaptação essencialmente fiel da obra-prima de Ian McEwan, “Reparação”. No filme Joe Wright nos conta uma história linda, mas que revela e ilustra o lado obscuro e familiar da subjetividade de todos nós.

No Brasil mudaram o título, acrescentando “Desejo” a “Reparação”, talvez evitando assim ter que optar por algo como “Culpa e Reparação”, termos ligados por uma implicação óbvia: a gente faz uma besteira, sente-se culpado e tenta acalmar a culpa reparando os danos. Basta considerar que nunca paramos de oscilar entre a vontade de despedaçar o outro e a de reparar os estragos depois.



Pense nisso...






segunda-feira, 16 de maio de 2016

A rotina dos deslocamentos...





E a vida se faz e desfaz de deslocamentos mais ou menos evidentes. De episódios que conferem veracidade aos sentimentos ou de dúvidas que abrem novos abismos. Uma rotina equilibrista e inconstante. Não há muito descanso. Às vezes sequer a sensação de um ponto de chegada. É sempre um movimento incessante e renovado, onde muitas vezes o horizonte é só mais um ponto de partida.