quinta-feira, 30 de abril de 2015

Dentro, fora...

                                                                                                               




Quem dá nome as coisas, 
o faz para chamar de suas.
Nomear é tornar íntimo, 

é trazer para dentro.
Dentro é lugar conhecido.

Fora o caos não veste nomes.

Dentro as coisas vêm sob o signo da permanência,

nem por isso destituídas de conflitos.













sábado, 18 de abril de 2015

Que seja infinito o que nos faz bem...





Cedo ou tarde chega o momento em que não dá mais, então tudo aquilo que era silêncio encontra uma saída e se torna voz. 
E é nesse momento que a ruptura deixa de ser uma ideia, tornando-se uma necessidade. E foi o que aconteceu.

Comecei com um basta a tudo que me incomodava:o pacote de críticas e desculpas que eu carregava, o tempo em fragmentos que me desesperava, e todas as minhas decisões tantas vezes adiadas.

E então eu finalmente fechei um ciclo. E foi um aprendizado enorme. E não somente acerca das atividades do dia a dia, mas principalmente no que se refere ao espírito humano, pois lidar com pessoas é algo interessantíssimo, já que elas podem ser tão fantásticas quanto cruéis.

Quando penso no que deu errado, percebo que não sei exatamente quando e nem porque passei a me sentir desconfortável com a falta de vida, mesmo quando tudo aparentemente parecia ir bem, ou seja, as contas pagas, a saúde controlada, os filhos seguindo o próprio caminho, o sonho da casa própria realizado, planos de viagens, enfim, tudo certo, controlado e organizado.

Te parece tentadora esta possibilidade de ter uma vida perfeitamente previsível e controlada? Mas não será exatamente essa previsibilidade excessiva que adormece os sentidos e nos coloca no piloto automático? Não será essa repetição incessante dos dias que nos causa tanta estranheza e solidão? Será possível sentir-se viva, verdadeiramente viva no seu sentido pleno e absoluto sem momentos de surpresa? 

Me fiz essas perguntas inúmeras vezes e, se pudesse ter a oportunidade de reescrever minha vida escolhendo o início, meio e fim, definindo tudo de forma inspirada e planeada ao colocar o ponto final tudo estaria fechado novamente, sem possibilidade de alterações posteriores e sem surpresas.

Felizmente eu não tenho e nunca tive dificuldade de aceitar e lidar com a ausência de controle, pois sei que a imprevisibilidade é inerente à vida. Venho de uma família de mulheres fortes, ativas e atuantes. Mulheres de múltiplas histórias para contar. Mulheres com vontade e curiosidade pelo novo. Mulheres capazes de reinventar-se sempre, e não permitindo que os contratempos justifiquem que a vida lhes passe a canto.

Por isso, onde quer que eu chegue, chego com a certeza de que é preciso me reinventar, mesmo que para isso eu precise desmoronar primeiro e me estilhaçar em pedaços, mas sabendo que terei autonomia para juntar cada pedacinho e ser novamente eu, recomeçando do meu jeito, como sou e sabendo exatamente a diferença entre o que é dor e desconforto.

Desafiador? Sim, mas preciso enfrentar meu próprio caminho, mesmo que isso represente tropeçar em minhas próprias pedras. Preciso reaprender a gerir minha própria vida e sentir-me suficientemente firme em qualquer solo que pise. Preciso voltar a sentir na pele a brisa da imprevisibilidade, a magia da surpresa e a energia da vitória, pois só a reconhece como tal quem muitas vezes já perdeu.


Agarrar a vida com as próprias mãos pode implicar em saltar rumo ao desconhecido. Então que assim seja, porque quero sentir a mudança dos ventos em tempo real, mesmo sabendo que nesse momento o corpo poderá doer, a visão poderá não me devolver o que espero ver. Mas o prazer de me sentir inteira no mundo e agarrar com firmeza no leme da minha própria vida, será recompensador.















Enfim, primavera...





Ohio, USA durante minha visita ao país em 2015.


Eu não poderia deixar de capturar essas cores,
apenas como elas aparecem nos primeiros dias de primavera

Essa paleta monocromática de tons maravilhosamente macios e suaves do amanhecer...

Esse cheiro de palha colhida, trigo maduro,
grama recém cortada...

E esse aroma picante de lavanda...

Já é primavera por aqui 
e posso sentir o vento trazendo seus pequenos tesouros









domingo, 12 de abril de 2015

Círculo...


                                                                 


Círculo! Forma perfeita onde dois pontos se encontram formando um elo, uma união. É onde todos podem ser vistos. Onde ninguém está à frente ou atrás.

Também pode simbolizar o dar e receber contínuo em nossas vidas, ou seja, enquanto estou dando com uma mão, com a outra estou recebendo.

Dar e receber. Tem pessoas que sabem dar, mas não sabem receber, e vice-versa.

Há aquelas que morrem de medo de dar e lhes faltar.

Há aquelas que estão sempre dando e nunca nada lhes falta, ao contrário, parece que estão sempre em estado de abundância e gratidão.

Mas onde será que está o ponto de equilíbrio entre dar e receber?


Para mim está no simples movimento que se dá quando nos entregamos de coração ao fluxo da grande energia que rege o universo: o amor a outro ser humano. Quando passamos a conhecer a medida das coisas e a saber ouvir as próprias necessidades e as necessidades do outro, sem contabilizar ou cobrar.


Quando passamos a entender profundamente cada momento e cada pessoa do jeito que se apresenta. Quando nos damos conta de que o que realmente importa não é o dar ou receber, porque tudo faz parte de um só movimento: dar é receber, receber é dar. Simples assim!



Pense nisso...



Uma excelente semana a todos!












segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mantendo o fluxo...


                                                              


Muitas vezes reclamamos da ausência de fluxo em nossas vidas. Encontre seu estado de paz, liberdade e unidade em tudo o que há, e sua vida fluirá.



Uma excelente semana a todos...








quinta-feira, 2 de abril de 2015

Gota d' água...




A gota que transborda
só me causa surpresa
quando não percebo
     o que ocorre na superfície.







quarta-feira, 1 de abril de 2015

Inevitável...




Não sei se há um momento chave,
muito menos sei descrever a gota no momento do transbordo.
Seu tamanho, densidade ou relevância.
Só sei que a condição que exige o desencadeamento de uma mudança, 
é quase sempre o fim de sua validade.