segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Tempo... senhor dos senhores!


                                                           


Tempo, o senhor dos senhores. Aquele que leva o que se tem, mas nem sempre o que se sente.

Vivemos o tempo dos apressados, da eficiência, da perfeição, da geração de lucros, do sucesso frente ao outro e a nós mesmos. Trocamos prioridades, invertemos valores e assim vamos perdendo o pouco que nos resta.

Vivemos correndo para cumprir prazos, atingir metas e muitas vezes morremos sem ao menos alcança-las. Desperdiçamos tanto tempo em busca de um punhado de coisas sem importância que acabamos nem percebendo o que realmente tem valor.
Se observássemos criticamente nossas ações, descobriríamos que muitas delas são desnecessárias ou totalmente inúteis, pois só nos roubam tempo e energia.

Portanto, se soubéssemos diferenciar o urgente do importante talvez tivéssemos mais tempo para nós e os outros. Mas não, nossos olhos ficam cegos para o que realmente nos faz felizes porque o urgente está lá, sempre querendo nos roubar a sensação leve e gostosa que é simplesmente aproveitar os momentos que a vida nos contempla no agora, que é de fato quando podemos apreciar a plenitude de cada coisa.

Mas a verdade é que temos diferentes relações com o tempo. Enquanto que para alguns nunca há tempo suficiente para fazer o que gostam, para outros o tempo é entediante.

O certo é que ele se vai. Não podemos segurá-lo pela mão, nem tão pouco guardá-lo em uma caixinha. Por isso nos cabe administrá-lo da melhor forma possível, mesmo quando o melhor signifique não fazer nada, apenas deixá-lo ir.









quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Hoje é dia de saudade...


                                                     



Hoje é dia de saudade. Saudade de coisas que nem sei explicar o que, nem por que. Mas se soubesse gostaria de experimentá-las, todas, uma a uma.
Louco? Pode ser!

Mas afinal, o que é saudade? Na definição linguística, saudade é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa. Dizem que não existe expressão tão significativa em outros idiomas. 

Saudade é a lembrança nostálgica e ao mesmo tempo suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.

Saudade é uma forma de se captar o tempo e reproduzir em nossa consciência as sensações, imagens e cenas da vida que nos propiciaram prazer, e cujas lembranças nos fazem viajar para além do nosso momento cotidiano real.

E você, do que tem saudade?









quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

E novamente é Natal...




Ao abrir a pequena caixa de enfeites, abro também as portas de um tempo feliz. Uma época em que Natal era uma data com contagem regressiva para ingressarmos no imaginário natalício e todas suas cores, simbologias, valores, rituais e, como é próprio de toda criança, a espera ansiosa pela magia dos presentes cuidadosamente embrulhados. Momento que servia para reforçar em todos nós a importância da partilha, pois os presentes de Natal verdadeiramente preciosos não são diminuídos quando partilhados, ao contrário, tornam-se mais doces e multiplicam-se quando ofertados.

E o Natal daquela época era assim, por excelência um encontro familiar de união e espírito de solidariedade. Mas infelizmente aquele Natal acabou, hoje vive somente em minha lembrança. E não porque as crianças cresceram, tornaram-se adultas, seguiram suas vidas e outros partiram para nunca mais voltar. Não, vai além. 

Ocorre que Natal é uma festa que implica em elementos que precisam ser construídos ao longo de todo o ano, e não somente nos dias que antecedem a data. Portanto, para que não seja uma festa solitária e melancólica é preciso que tenhamos construído relações. 
Para que seja familiar é preciso que tenhamos dedicado atenção a quem consideramos familiar. E finalmente para que as luzes revelem uma alegria verdadeira é preciso que exista uma base real nessa alegria, o que geralmente é fruto de um trabalho que dura o ano inteiro - em alguns casos não hesitaria em dizer que uma vida se faria necessário. Do contrário as luzes do Natal só servirão para enganar os olhos e maquiar tudo aquilo que não vai bem.

Enfim, penso que Natal foi feito para ficarmos juntos de quem amamos e reunirmos as pessoas mais queridas, mesmo quando poucas. É data para enfeitar a casa e celebrar a vida. E se hoje não posso ter os Natais de antigamente, nem tão pouco ter ao meu lado todas as pessoas que gostaria, então só me resta seguir amando-as com a mesma intensidade, afinal esse é o propósito do momento, esse é o verdadeiro espírito do Natal.



E que todos possamos passar um Natal com amor e em amor!









quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estradas...




Eu sempre quis entender os mistérios da estrada
daqueles que partem, mas nunca partem por completo
daqueles que ficam, mas nunca ficam por inteiro...