segunda-feira, 16 de junho de 2014

Em agradecimento...


                                                                 


"Existem momentos quando o Divino se move entre os homens que sua respiração quase pode ser sentida. E nesse momento, como ondas Ele abrange todo o nosso ser."

É com esse pequeno, porém belíssimo parágrafo que inicio meu texto de hoje, pois foi essa presença divina que me manteve e sustentou durante os últimos dias, quando estive diante do meu pior inimigo: o medo de perder minha filha!

É uma experiência assustadora. Não havia paz. A vida girava em torno da minha cabeça e tudo ficava fora de ordem. E a única coisa que me acalmava naquele momento era o som do meu coração batendo, me mostrando que não poderia entrar em colapso.

E foi a força desse compasso, mesmo quando descompassado que me fez encontrar um fiapo de paz e silêncio, condição necessária para que eu pudesse sentir a presença do Divino comigo e minha filha.

Na verdade ele sempre esteve, principalmente nas horas mais críticas, quando era preciso adotar uma postura mais confiante e positiva. 


Recado: Aproveito para agradecer a todas as pessoas que não me “abandonaram”. Que apesar do meu afastamento continuaram visitando o blog e deixando seus comentários. Aos poucos irei retomando o ritmo das visitas. 


Uma excelente semana!








sábado, 7 de junho de 2014

Para Giada!

                                       
Desde cedo percebi que você não era o tipo de criança que se esconde atrás das pernas da mamãe, ao menor sinal de perigo. Ao contrário. 
Você sempre foi uma menina destemida, coisa que seu olhar cheio de inquietude e curiosidade já revelava.

Mas o tempo foi passando. E com esse mesmo olhar atento e curioso você compreendeu que com o auxílio de seu corpo, voz e criatividade poderias desempenhar inúmeros papéis. E foi o que você fez.   Criou seus personagens e viveu suas fábulas no fantástico Mundo do Faz de Contas. E lembro bem. Já naquele tempo seus personagens eram bem elaborados, constituídos de uma grande carga de sentimentos, recordações, saudades, medos e alegrias. E sua interpretação me surpreendia, pois suas falas e gestos eram sempre carregados de muita emoção.

E foi ali Giada, em seu pequeno palco que você passou a descobrir que todas aquelas expressões  te fascinavam - talvez até mais que a dança e a música. Então foste em busca de um diálogo maior, pois sabias que para alcançar o sucesso é preciso um trabalho minucioso, muito empenho e boa vontade.  
E são muitos os passos para se chegar em cena com um verdadeiro estado “criador”. Não há fórmula pronta para interpretar ou criar. É preciso aprender a aliar técnica a talento para adquirir um conhecimento maior de si mesma, seja físico, sensorial ou emocional.  

Acredito que o teatro te dará uma percepção melhor do mundo e te ajudará a promover seu autoconhecimento e autoconfiança.  E isso sem contar que vais desenvolver ainda mais a sua criatividade individual, bem como o respeito pela criatividade e individualidade de seus companheiros. Mas principalmente Giada, o teatro te ajudará a desenvolver suas habilidades ainda adormecidas, estimulando a imaginação e ajudando na organização dos seus pensamentos diante da vida.  

Eu realmente me sinto orgulhosa de acompanhar sua trajetória, sua paixão e envolvimento pelo mundo das artes, e não só a cênica. E seguir seus passos, mesmo que à distância é motivo de muita alegria e satisfação. Junto de seus pais pude acompanhá-la desde o começo, passando por todo seu processo criativo. Lembro de suas inúmeras narrativas em frente ao espelho, as danças loucas e frenéticas diante da câmera ou quando nos transformava em platéia.

Enfim, Giadinha tudo isso é para te dizer o que já sabes, mas que é sempre bom relembrar. Sua família foi seu primeiro ponto de apoio para a criação desse belíssimo cenário de fantasia e realidade que tem sido sua vidinha até então. E agora vemos a nossa menina, que até a pouco ainda brincava com suas bonecas, já explorando as diversas possibilidades das vivências de ser menina-mulher.

E lembre-se: A palavra "teatro" deriva dos verbos gregos "ver, enxergar", lugar de ver, ver o mundo, se ver no mundo, se perceber, perceber o outro e a sua relação com o outro. Portanto, aconteça o que acontecer, nenhuma apresentação deverá ser vista como a “apresentação final” já que existem muitas formas de “ser e estar“ não só nas artes, mas na vida, principalmente.
E sei que seu caminho será lindo como uma fábula, doce como seu sorriso e feliz como a criança que habita em você!