sábado, 29 de março de 2014

Um lugar especial!




O continente Africano ocupa um lugar especial em meu coração. E não se perguntem por que, pois nem eu mesma saberia responder. Só sei que há um elo sagrado entre nós, caso contrário não sentiria tamanha emoção ao ouvir suas músicas tribais, nem tão pouco sentiria meus pelos eriçados ao contemplar imagens como essas. São incrivelmente inspiradoras e maravilhosas, fruto de uma cultura rica e fascinante.





A beleza desse povo dialoga com a natureza. É fonte inesgotável para quem tem um senso estético diferenciado, alguém capaz de ver pessoas, e não apenas adereços para outra bela foto.


                               

Em um mundo de perfumarias, supérfluos e filtros, felizes foram os fotógrafos Joey L., Carol Beckwith e Angela Fisher, que através de suas lentes conseguiram capturar imagens belíssimas, capazes de mostrar detalhes preciosos dessas pessoas.


                                        
Só alguém com uma sensibilidade extrema e uma profunda compaixão pela humanidade é capaz de revelar em imagem, a alma e a essência de um povo tão particular, mas que temos tendência a esquecer.

São retratos ricos, quentes e terrosos. Impressões de força, vitalidade e uma certa fragilidade.


                                    
                                     
Às tribos africanas, esse povo impressionante e lindo, desejo que possam permanecer entre nós, contribuindo e estimulando o desenvolvimento de suas expressões culturais. E que suas diferentes formas de vestir, o idioma nativo, a culinária, a maneira como se relacionam, enfim, que a diversidade de suas culturas possam romper as inúmeras barreiras negativas e destrutivas que só geram preconceito, racismo e nacionalismo.

E a nós, que vivemos em um mundo denominado “civilizado”, um mundo contemporâneo que se caracteriza principalmente pelas necessidades urgentes de um mercado globalizado e feroz, um mundo que nos torna egoístas e preocupados apenas com as nossas próprias necessidades, que não preserva seus valores, nem tão pouco seu semelhante, fica o meu desejo profundo e sincero de que possamos emergir desse abismo imenso em que esse mundo de vaidade nos colocou. Só assim voltaremos a ser livres, autênticos, simples e naturais. Como eles!


                  









                                           

segunda-feira, 24 de março de 2014

Alimenta - Ação! Do corpo e alma!

                                                               


Mergulhar na alimentação 100% vegetariana é um caminho sem volta que oferece uma série de benefícios. Mesmo que você represente apenas uma única unidade entre bilhões de pessoas em todo o mundo, as vidas de muitos animais poupados direta e indiretamente por causa da sua decisão são incalculáveis. A essência que flui nos animais que dividem conosco o planeta está longe de ser comparada com o preço banal do quilo, do litro, da dúzia. Basta sentir no próprio peito o coração batendo e entender efetivamente que esta mesma vontade de viver existe em outros seres. Como uma retribuição natural, os benefícios se estendem ao nosso corpo. É como se fossemos, simplesmente, presenteados com mais saúde por ter uma atividade do bem – outra coisa impossível de ser mensurada e que se resume em sentir cada vez mais o prazer de viver.”




Não gosto de atitudes radicais, sempre preferi que as coisas fluíssem com naturalidade, de dentro para fora, com consciência, não por simples modismo. E foi assim, com esse olhar e sentimento que decidi abandonar o hábito de ingerir carne vermelha – mas confesso, exigiu tempo e desapego!

Os motivos que me levaram a adotar uma dieta vegetariana passam desde a preocupação com minha saúde a preservação do meio ambiente e a compaixão pelos animais. E, se existe uma alternativa saudável e saborosa, então porque não evitar o sofrimento, a exploração e a morte de tantos animais que também sentem e sofrem?

Introduzir esse cardápio natural é minha maneira de demostrar gratidão à vida, e ela generosamente me retribui com os prazeres da purificação e amor a mim mesma. Ao dizer não a carne estou contribuindo com a minha saúde e o meio ambiente de forma significativa.

Meu corpo agradece por se tornar menos denso e mais feliz!





sexta-feira, 14 de março de 2014

Simplicidade, um bem necessário!




Existem algumas histórias tão simples e ao mesmo tempo tão marcantes que a gente simplesmente não esquece. E essa é uma delas:

Um professor de filosofia entra na classe e diz: "Hoje teremos teste!" Em seguida pega uma cadeira e a coloca em cima de sua mesa. Vai até a lousa e escreve: Provem que essa cadeira não existe!

Imediatamente os alunos se olham e começam a escrever, confusos, certamente. Porém, passado alguns segundos um dos alunos levanta e entrega uma folha contendo apenas duas palavras: Que cadeira?

Essa historinha é só para lembrar o quanto as coisas podem ser simples quando descomplicamos o olhar, recondicionamos nossos hábitos e desconstruímos alguns conceitos que arrastamos durante a vida.

Às vezes vale a pena pararmos um pouquinho para redescobrirmos o que já sabemos: Nascemos simples, mas ao longo da vida nos complicamos. E por um motivo ou outro nos perdemos pelo meio do caminho, esquecendo que a simplicidade reside na consciência de que cada segundo deve ser usado a nosso favor, resolvendo a complexidade e fazendo o que é realmente necessário para mantermos a naturalidade diante da vida.






sexta-feira, 7 de março de 2014

Mulher, palavra singular, essência plural!




O Dia Internacional da Mulher, 8 de março sempre foi marcado por manifestações feministas contra o machismo e melhores condições de vida. São décadas de lutas, greves, passeatas, reivindicações política, social e trabalhista. Uma busca incansável pela igualdade entre homens e mulheres com o profundo desejo de que nossas diferenças biológicas sejam respeitadas, e não mais usadas como pretexto para nos subordinar e inferiorizar.

E já lá atrás, quando as primeiras mulheres sinalizavam suas insatisfações, tudo o que queriam era tomar as rédeas de sua própria história, deixando para trás o posto de mera expectadora, passando a conduzir sua própria existência e construindo-se de forma digna, livre e independente.

E hoje sua crescente atuação nos diversos setores é incontestável. Mulheres despontam no mercado de trabalho, assumem cargos que antes eram destinados somente a homens, conquistam melhores salários, são chefes de família, enfim, é a independência tão desejada galgando espaços, valorização e reconhecimento.

Mas ainda há muito a ser feito para que todas nós sejamos realmente reconhecidas em todos os nossos direitos, sem discriminações.  E há que começar por nós mesmas, mudando essa forma equivocada de pensar que só iremos sobreviver às pressões e a competitividade desse mundo essencialmente masculino, quando negarmos ou controlarmos nossa essência feminina.

Realmente um equívoco, pois não é necessário nos masculinizarmos para conquistarmos espaços, ao contrário. Basta observarmos o elevado número de mulheres assumindo funções em que lideram centenas ou milhares de homens. E as exercem de forma sublime e profissional, provando que podem ser tão competentes quanto eles, quando não melhores, pois o caminho para aliarmos realização profissional e pessoal começa por aceitarmos nossa condição feminina, que, na beleza de sua natureza possui uma capacidade imensa de liderar mudanças, sempre com um novo ritmo, uma nova forma e disposição.

Enfim, a sociedade evoluiu, mas depois de séculos de submissão e obediência da mulher ao poder patriarcal, isso nos deixou marcas que por mais dolorosas que sejam não podem ser esquecidas. Portanto, apesar das inúmeras conquistas que os movimentos nos trouxeram, não podemos nos acomodar.

Infelizmente muitas mulheres ainda travam uma luta constante, íntima e a quatro paredes. Vítimas da opressão e violência quando tudo o que queriam era apenas sentir-se amadas e respeitadas de igual para igual por um companheiro afetuoso, presente e que ajudasse na criação dos filhos e na administração da casa. Mas acima de tudo que vibrasse intimamente com seu sucesso, dando-lhe asas, e não a mantendo em uma gaiola, cativa, humilhada, limitada, submissa e infeliz. 






                                                                                       

terça-feira, 4 de março de 2014

Café Suspenso - A consciência e a urgência de cada um!

                                                                     
Finalmente a chuva apareceu, a temperatura amenizou e senti vontade de sair para tomar um café.  Escolhi meu local preferido: Livraria Saraiva! Não só porque é de fácil acesso, ficar dentro de um shopping, mas principalmente porque o lugar é gostoso, confortável e, além do café e outras delícias também disponibiliza aos clientes uma infinidade de livros e revistas. 

Sentei confortavelmente e enquanto aguardava meu café lembrei de uma linda cafeteria que frequentava durante o tempo em que vivi na Itália. 
E como uma lembrança puxa outra, logo me veio a cabeça uma prática bem comum - ao menos naquele local - mas que por aqui, infelizmente é pouco divulgada. 

Trata-se do Café Suspenso, você já ouviu falar? A ideia teve início em Nápoles, cidade situada ao sul da Itália a mais ou menos quinze anos atrás. S
urgiu da necessidade que algumas pessoas sentiam em ajudar os mais necessitados. Então, em comum acordo com os donos de alguns estabelecimentos, deixavam pagos não só o que consumiam, mas também pagavam antecipadamente por cafés, lanches, pequenas refeições, enfim, pagavam aquilo que queriam ou podiam, como forma de saciar a fome de alguém que necessitasse. Por isso o nome “suspenso”, ou seja, pago antecipadamente.

Uma linda iniciativa, sem dúvida! E embora alguns pensem ou digam que haverá quem se aproveite desse gesto de bondade – sim, é provável – mesmo assim prefiro pensar que essa prática pode ser mais uma boa oportunidade para exercitarmos a generosidade.
Enfim, só quis compartilhar com vocês essa belíssima iniciativa, que, creio eu, muitos desconhecem.

Causas de cunho social são sempre importantes e necessárias. E essa não é diferente. Procurei informações sobre essa prática aqui no Brasil, mas infelizmente encontrei pouca coisa. Existe uma página no Facebook criada por bares e cafés de Franca-SP, com o objetivo de divulgar estabelecimentos que participam e de encontrar mais difusores dessa ideia brilhante, simples e solidária.

O café suspenso é só uma, entre tantas outras iniciativas que podemos abraçar. Basta nos propormos a colaborar, e isso não envolve nenhum sacrifício, tão pouco altera nossa rotina nem gera qualquer tipo de prejuízo financeiro. Ao contrário! O espírito de solidariedade e a ajuda aos mais desfavorecidos gera um bem estar tremendo.